A cruzada do Google rumo à busca semântica não representa um melhor algorítmo norteando as decisões de uma search engine (motor de busca virtual). O que a Google faz, é “sugerir” a adoção de um formato de identação (ordenação) e de tagueamento de conteúdo em nível de código, seguindo as regras do Schema.org.
Na manobra, o Google nivela a internet por cima, haja vistas que o Wikipedia tem um número de links de entrada estrondoso e bastante orgânico. Também oferece ao visitante aquilo que ele busca quando faz uma pesquisa informacional.
Em suma, sites como o Wikipedia ganham força e viram o exemplo a ser seguido.Depois de o webmaster ou o SEO tiver se livrado de todos os links que – lá em idos tempo – comprara, depois de o SEO ou o webmaster repensar a arquitetura de links interna, terá de pensar seriamente em adotar a semântica em seu site.
O Schema.org
É uma biblioteca online de tags e de marcação de conteúdo voltada a organizar informações em bancos de dados. É uma estrutura prolixa. Na biblioteca do Schema.org, encontram-se centenas de temas cada um com uma árvore de gêneros e várias Tags específicas. É possível encontrar as meta tags corretas para sites que tratam de compra coletiva, de críticas literárias, de restaurante, de notícias e muito mais.
Com base na adoção do Schema, um código que era assim:
Passa, se adotadas as tags sugeridas, a ficar assim:
“É antieconômico”, “consome mais banda para ler”, são argumentos válidos. Ainda mais, quando o Google não cansa em anunciar que é “fanático por tempo de carga”.
Se cada seção de um conteúdo for expandida em dez por cento, uma página de 600kb passa a apesar perto de 660kb. Agora, multiplica isso por milhares de URLs que um site de e-commerce tem e que, em época de datas festivas, atrai uma horde de visitantes atrás de descontos e fretes incluidos. O Google põe uma pedra em seu sapato com o Google Shopping e com o Google Checkout, fazendo frente ao segmento de e-commerce e ressurge ditando como deve ser a estrutura de programação se houve interesse em melhorar ou em manter o tráfego orgânico.
É uma reorganização de informações na web. Bem-vindo de volta à época dos diretórios.
Ao profissional de SEO cabe entender bem do que se trata o banco Schema.org. Nos planejamentos para sistemas gestores de conteúdo (CMS), vale avaliar a implementação de regras minimamente simpáticas à busca semântica. É um caminho que poucos irão trilhar, tamanho o costume de praticar a otimização de conteúdo valendo-se de regras como o SEO OnPage. Este, se avaliar bem, volta a ter relevância. A primeira instância de marcação de conteúdo que deve ser atendida é o SEO OnPage. Títulos e intertítulos (subtítulos) descritivos e tratamento de imagem com foco em SEO voltam a ser indispensáveis. Na onda de achar que o OnPage é a bola da vez, vale ressaltar que a linkagem interna e externa deve ser amenizada no que tange à otimização de texto-âncora (o texto que descreve um link).
Não é busca semântica. É organização semântica de conteúdo.
Achar que o Google vai entender se a busca por “bozo” é feita pelo pai, preguiçoso a ponto de dispensar o acento agudo no segundo “o” ou pela filha, à procura de imagens do palhaço homógrafo – é insensato, romântico. Por parte do Google é uma medida ousada. Quase uma revolução, pois se o Google levar uma invertida geral; se ninguém migrar para o modo semântico de programação, ele perde relevância, clientes, anunciantes e o que sobrar pagará em forma de pensão até a “busca semântica” completar dezoito anos.



Fala Mr. Klaus, acho que esse assunto de web semântica é como religião, cada um vai ter uma opinião mesmo, particularmente fico deslumbrado com as possibilidades de uma web com mais significado, a facilidade de escrever robôs que garimpem informação com qualidade (a certeza de saber se determinado artefato se relaciona com uma pessoa, organização, produto, etc e de que tipo de relação se trata) com um custo de processamento bem menor é fato (não existe por exemplo uma expressão regular que case com um simples nome próprio, algo tão corriqueiro), claro que há o risco de acontecer o que aconteceu com as metas description e keywords anos atrás, e passarmos por um “schema stuffing”, aonde não seja um reflexo de fidedignidade os meta dados, porém, acredito que compensa.
Fala, Northon!
como religião e outras coisas, né? Mas, por falar em opinião, qual é sua?
Abraço
K
Eu estou apostando no schema sim Klaus, independente de não ter resultados reais hoje, acredito bastante na semântica e acredito é dar uma parcela, colocar um “tijolinho” neste grande mosaico rumo a uma web melhor. E além do mais, as ontologias deram certo em várias áreas do conhecimento, por que não na nossa?
Ano passado fiz um trabalho na faculdade à respeito, me baseei em alguns autores como Karen Breitman, veja uma definição dela sobre os agentes que podem estar se beneficiando de uma web mais semântica:
Agentes são definidos como programas de software autônomos que agem
em benefício de seus usuários. Um agente pessoal na web semântica,
segundo Grigoris Antoniou e Frank Harmelen, vai receber algumas
tarefas e preferências de um usuário, procurar informação nos recursos
disponibilizados pela Internet, se comunicar com outros agentes, e
comparar informações relativas às tarefas que deve desempenhar, de modo
a fornecer respostas adequadas ao usuário.