Duckduckgo.com ou Dukgo.com (DDG), mecanismo de reorganização de resultados de outros sites de busca e gerido por Gabriel Weinberg é o nome do site que você pode tentar usar para suas próximas buscas na web.
O que você procura?
Sem mencionar uma única vez a palavra “semântica” em seu site, o DDG se aproxima de uma interpretação mais plural que a do Google, por exemplo, considerando que nos primeiros dez resultados (padrão Google). Se não prestar atenção pode acabar chamando de bagunça, mas não é.
Uma busca por “apple”, exemplo que gosto de usar quando se trata de verificar o comportamento de buscadores referente a uma marca, o DDG trouxe uma SERP (página com resultados de busca) em que deixa claro a ambiguidade do termo buscado.
Afinal de contas, apple é uma fruta, um fabricante de hardware e de sistemas, um selo de gravadora lançado pelos Beatles, um banco (?) e muitas outras coisas.
Assim que o usuário evidencia que procura por informações sobre a empresa de Steve Jobs, o DDG leva o internauta para uma página com resultados de diversas fontes. Claro, o site da Apple está lá no primeiro resultado, seguido por Wikipedia, sites de notícias e fontes de informações específicas sobre determinados assuntos relacionados à organização, como comportamento das ações da empresa na bolsa de valores.
O DDG tráz, de acordo com a query (pesquisa), uma caixa com informações elementares sobre o assunto ou termo buscado. Batizado de Zero-click info, esse frame fica no topo da SERP do DDG e pode sanar a necessidade por informações básicas sobre a palavra pesquisada.
Sempre na primeira página e navegação sem mouse
O DDG não separa os resultados por páginas, o que, diferente do que se pode pensar, não transforma o processo de busca em algo pavorosamente lento.
Escrito na linguagem de programação, Perl, o DDG expande a primeira página assim que o usuário chega ao final dos primeiros 40 resultados.
A mesma experiência o usuário de dispositivos móveis tem em seu aparelho. A interface de busca e as páginas de resultados de busca são iguais no desktop e nos clientes para Android (Galaxy Tablet, Milestones e outros smartphones) e iOS (iPhone, iPad etc).
Para o SEO (profissional de otimização de páginas para buscadores) e consultor de conteúdo do Linkbuilding.com.br, Flávio Raimundo, o desafio de iniciativas dessa natureza, repletas de recursos de ranqueamento diferentes, consiste em publicidade e fôlego para permanecer ativo no mercado (se essa for a intenção). “O problema é esses mecanismos de busca chegarem a atenção das pessoas”, diz.
Apesar de um click no snippet (link e descrição da página) apresentado levar o internauta para a URL exibida, abrir esse atalho em uma nova guia ou janela, requer que o mouse seja posicionado logo abaixo do título do link.
Crawlpower ou fatores de ranking?
Na verdade, quando encontrei o cliente desse buscador no mercado de aplicativos para Android, não dei muita importância. Afinal de contas, ainda partia do princípio de poder de crawl (varredura) e de indexação (armazenamento das informações) serem absolutamente fundamentais para uma boa experiência do usuário. Ocorre que o DDG se serve de bases de dados do Bing, do Boss e de outros sistemas de busca, e reorganiza de acordo com os seus princípios. Não, o DDG não traz resultados de indexação do Google. O que não significa que você será excluído de vê-los. No Dukgo, basta inserir um comando para ver o que esses outros mecanismos de busca apresentariam. No caso do Google esse comando seria – ”termo buscado” !google – para ver somente resultados do Bing, !Bing.
“É perfeitamente possível”, diz Flavio Raimundo. “Os mecanismos de busca liberam APIs que possibilitam esse trabalho de aproveitar suas bases de dados”. “Contudo”, continua Flávio, ”isso (organização de resultados) não é uma tarefa fácil, descomplicada”.
Flávio também chama atenção para a necessidade do crawlpower – capacidade de varrer a internet à procura de sites – dos mecanismos de busca para tentar amenizar a dependência das APIs, afinal de contas, se quem fornece essas interfaces achar que pode perder participação no mercado, encerra a distribuição dos códigos que possibilitam a integração com outras interfaces. “Crawlpower é importante, ficar na dependência de APIs não é saudável”, adverte o SEO.
Experimente o duckduckgo e nos conte o que achou dele.
Valeu!

[...] entrevista breve por email, ficamos sabendo mais sobre esse site de buscas. Acompanhe:Leia também: Conheça o Duckduckgo – buscas na web devem ser simplesIDGNOW: Gabriel, atualmente, qual é o ponto forte do Dukgo.com?Gabriel Weinberg: Olha, acho que o [...]
[...] anúncio no mínimo provocante foi feito por Gabriel Weinberg, gestor do site de buscas Duckduckgo e fazia referência sobre a falta de privacidade que o Google impões aos usuários de seu site de [...]
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Oi, Nuno
na entrevista publicada há pouco, o fundador do Dukgo explica que seu sistema está bom para um certo tipo de buscas. De fato, endereços ainda não são indexados igual acontece com outros sites.
Valeu por comentar,
Abraço
Klaus Junginger
Vc não entendeu, isso não é um concorrente do google maps…
Resolvi testar o buscador DuckDuckGo e me decepcionei de cara. Ao digitar um endereço famoso (rua, número, cidade e estado) ele me retornou “No Results Found”. Algo quase que impossível nos outros buscadores. Portanto, achei este buscador muito fraco.
[...] This post was mentioned on Twitter by IDG Now!, Cláudio Colnago, ashtoffen, Kátia, Comunicação and others. Comunicação said: RT @IDGNow: Conheça melhor o Duckduckgo, o mecanismo que promete descomplicar suas buscas na web http://bit.ly/9FMsT9 #search #searchengine [...]