Google “Cipro Neto” – corrigindo queries

Ela morreu! ela morreu! Sim, muitos de nós sentiram a morte de Amy Winehouse. Mas ela não faleceu, e, sim, foi pruma rehab mais longa, volta encarnada em 2060 e será freira.

Como estou no meio do processo de compor uma apostila para o Curso de SEO para Jornalistas (enquanto escrevo mais uma matéria sobre o Jornalismo Online e o SEO, varro chão de casa, passo o pano e espero a Luana Piovanni me ligar pra tomar um café com whisky) me interessei em verificar de que maneira o Google (sempre ele) trata buscas digitadas de forma errônea. Desconfiado de que muitos internautas no Brasil procuraram pelo termo “Amy Winehouse” e certo de que esse nome geraria alguma confusão, fui ao buscador ver no que daria uma pesquisa pelo que soa como o nome da cantora de jazz.

B-A-T-A-T-A

Assim que comecei a digitar Emi Wa…. apareceu na janela de pesquisas “Emi Way House”. Enter. Sim, o Google entendeu que eram buscas relacionadas ao fato e me sugeriu “Amy Winehouse”.

Então entrei em contato com o Pedro Dias (!) e perguntei como esse processo de correção ou de associação acontecia.

Nosso querido amigo luso, que  Deixa o Google e vem para o Brasil fazer parte da Engeeno, uma empresa que ele e um sócio de nome Ariel Lambrecht (conhecem?) fundaram, e promete empurrar a web para frente.

Vejam a resposta de Dias à pergunta sobre a ligação entre a query mal digitada e as correções do professor Google:

Todos esses dados vêm do volume de pesquisas do Google. Esse termo como um “misspelling” da versão correta do nome da cantora Amy Winehouse é estudado pelo Google no momento em que as pessoas efetuam a pesquisa, como o pessoal clica nos resultados entre outros fatores que não posso entrar em detalhe.

Muito bem, entendido. Mas, ontem, quinta-feira, décimo quinto dia do mês de setembro de nosso senhor (data tipo JS), resolvi novamente fazer essa busca por “Emi Way House”. Acontece que o Google Instant, apressado, corrigiu a query enquanto 
eu digitava.
Não gostei! Ainda bem que não é mais assim, pois…

se eu tivesse lançado por exemplo, uma ração para cães com esse nome “Emi Way House para o seu Pequinês”, eu teria a exibição de meu site seriamente comprometida por força do incomparável volume de buscas entre a voz mais sexy da década e o alimento com farinha de soja e corante.
Tudo indica que foi apenas mais um teste dos inúmeros que o Google sempre realiza. Hoje, 16/9, essa função já não está mais habilitada e a paz retorna para aqueles que são menos importantes que nomes muito famosos. Boa, Google!  =)
Aliás, que essa função entrou no ar faz no máximo 2 dias, foi confirmado por um certo alguém que vem deixar nossa web melhor.

E aí, seu Pedro, como é que é? Enquanto você ainda tá no Google, poderia responder?

Sempre prestativo, Mr. Dias responde que:
Normalmente a correção automática bem como o “did you mean” (aquele Exibindo resultados para teste. Em vez disso, pesquisar por testre.,  que a gente ignora) aparecem quando existe uma pesquisa muito popular para a qual as pessoas normalmente digitam termos errados. Se, hipoteticamente, houvesse alguém que se chamasse literalmente “emi way house”, creio que o Google já teria dados para interpretar ambos os termos, se bem que ambos deveriam ter alguma força semelhante ou serem vistos pelo Google como algo conhecido.

Saltam aos meus olhos as palavras “deveriam ter alguma força ou serem vistos pelo Google como algo conhecido”.

Valeu?

About Klaus Junginger

Klaus Junginger é jornalista. Foi repórter do IDGNOW!, redator da ComputerWorld e contribui regularmente com diversos sites de tecnologia, sempre voltado ao mercado de searchmarketing. Depois de assumir a editoria do Portal Imprensa, deixou a organização para dedicar-se aos curso de SEO para redatores e jornalistas. Fluente em alemão e em inglês, Klaus tem dezenas de artigos sobre SEO publicados em periódicos do exterior.

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