Jornalismo Online e SEO – Introdução

No decorrer da primeira metade da década de 90’ surgiram os primeiros ensaios de mecanismos de busca de sites com base em termos digitados (queries) por internautas. Alguns eram do tipo diretório, não exatamente uma busca, mais uma indexação de páginas. O mais famoso deles foi o brasileiro Cadê (http://www.cade.com.br), comprado pelo AltaVista; este estreou na internet no ano de 1995, seguindo o Yahoo!, de 1994.

Antes disso, já havia veículos (a maioria jornais impressos) que entravam na web para exibir o conteúdo de matérias. No começo, existia o que Beatriz Ribas chama de transposição linear, ou seja, o texto das versões impressas era colocado nas páginas virtuais, com praticamente nenhuma modificação.

Veja um exemplo de como os recursos da web mudaram o estilo de redação de jornais:

No dia 12 de setembro de 2009 o site da Folha de S. Paulo (www.folha.com.br) trazia na home os seguintes títulos:


 

Exemplo de mudança entre títulos de versões impressa e online do mesmo jornal no mesmo dia.



Na versão impressa, essas mesmas matérias foram tituladas de maneira diferente:

PF prepara ação contra empreiteiras – manchete da capa da versão impressa.

Potências aceitam debater a nova proposta nuclear do Irã – título da versão impressa do jornal do mesmo dia

O limite de espaço dos jornais impressos é, sem dúvida, um fator que influencia a titulação. Livre, ou quase livre, desse problema, a redação com foco em buscadores inlcui palvras-chave que podem ser indexadas pelos mecanismos de busca.

É compreensível que as empresas de jornais queiram fazer sucesso na web, e que, para tal, inlcuam termos relevantes em seus títulos e chamadas na internet. Mas tudo tem limite. Observe como a Folha de S. Paulo “otimizou” a palavra “Obama”, no dia em que o presidente dos EUA foi escolhido para receber o Prêmio Nobel da Paz, em 9 de setembro de 09:

O nome disso é otimização excessiva, ou, over optimization. Em uma redação tradicional, essa repetição da palavra Obama jamais aconteceria. Alguém tem dúvida de que se trata de Barack Obama nos títulos abaixo da manchete? Essa prática é mal vista pelas search engines, e os algoritmos do Google, por exemplo,  não “gostam” desse recurso. A leitura dos artigos fica comprometida, afinal de contas, quem gosta de ler a mesma palavra N vezes em um curto espaço de tempo?

No próximo post vamos conversar sobre métricas e meios de aferir a audiência de um site; como saber quem lê o seu site ou blog?

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About Klaus Junginger

Klaus Junginger é jornalista. Foi repórter do IDGNOW!, redator da ComputerWorld e contribui regularmente com diversos sites de tecnologia, sempre voltado ao mercado de searchmarketing. Depois de assumir a editoria do Portal Imprensa, deixou a organização para dedicar-se aos curso de SEO para redatores e jornalistas. Fluente em alemão e em inglês, Klaus tem dezenas de artigos sobre SEO publicados em periódicos do exterior.

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