Redação e SEO: Matt Cutts responde

24/08/2012
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O post de hoje é outra tradução de um artigo publicado por Karin Thackston, mantendedora do site http://www.highrankings.com/.

Li esse artigo ontem, dia 23. Na hora, decidi que valia a pena transpor para o nosso idioma.

A tradução é livre.

Vamos lá?

Ando desconfiada de algo, e já faz tempo. Com base na observação do conteúdo dos sites que ranqueiam legal nas SERPS (páginas de resultados de busca), pude estabelecer alguns critérios importantes. O que eu via, era que os sites com melhor posição nas buscas, nem sempre repetiam a determinada palavra chave ao longo de todo o conteúdo. A impressão que fica, é que o Google – um update por vez – dava a entender que a repetição das frases ou das palavras chave exatas deixava de ser necessária. Cada vez mais era necessário fragmentar partes da frase no corpo do conteúdo.

Por um lado estava surpresa com a descoberta. Mas, em uma troca de emails com Matt Cutts, engenheiro chefe da Google para assuntos de webspam, percebi que minhas conclusões estariam mais acertadas que pensava. Aliás, permitam que comente: faz dez anos que digo às pessoas que a redação para a web deveria ser assim mesmo. Ainal de contas, faz sentido, não faz? O Google sempre pregou o uso moderado e natural de palavras chave em conteúdos para sites e para blogues. Nas palavras da própria empresa, o uso deveria ser “relevante” e “natural”. Alguns anos após a Google incluir a identificação de sinônimos em seus algoritmos de avaliação de conteúdo, era previsível que a distribuição dos pesos dedicados para cada ocorrência das palavras chave mudaria para um foco voltado aos sinônimos. Dessa forma, a redação para a internet evoluía, junto com o algoritmo da Google.

Se vocês tiveram a oportunidade de aprender a arte de escrever para mídias digitais em meus cursos, acho que podem parar de ler este artigo. Caso contrario, sugiro que desliguem a TV e leiam o que Matt Cutts tem a dizer sobre essas questões de uso de palavra chave. Possivelmente, o que vai ler, mude a sua forma de pensar as estratégias para conteúdo.

Palavras chave exata e fragmentos

No começo havia as palavras chave (parodiando a conhecida frase). Estas, evoluíram para frases chave, à medida que cada vez mais pessoas passavam a realizar buscas por termos compostos. Nesta época, o número de vezes que uma determinada palavra aparecia nos textos era, de fato, importante. Não apenas aos olhos do Google, mas de outros mecanismos de busca também.

Todos os elementos principais eram candidatos perfeitos para acomodar as palavras chave. Titulo, linha fina, subtítulos, ALTs em imagens e por aí afora; palavra-chave neles. Esta ERA  a regra.

Com o passar do tempo da busca, que se movimenta em descompasso quando comparado ao nosso tempo mundano, o Google ficava cada vez mais “esperto” aos sinônimos. A era das repetição forçada de palavras chave chegava ao fim. Acredito que muitos de vocês ficarão surpresos com as declarações do xerife antispam da internet, Matt Cutts, sobre esse ponto.

Em vez de repetir “sapatos de veludo azul” ao longo de todo o conteúdo, basta usar, nos momentos apropriados, alguns pedaços dessa frase, como “sapatos” e “veludo”ou, ainda “azul” etc. Tudo vai bem da maneira que ensino há muitos anos.

Aproveito a ocasião para incluir nesse post a conversa que tive com Cutts, assim podem ter uma noção exata do que ele disse.

Direto da fonte

KARON: Observo um movimento bastante sólido, no que tange ao webwriting com ênfase em SEO. Pelo que vejo, os sites com palavras chave separadas ao longo do texto têm maior êxito em ranquear nas buscas orgânicas. Então, no lugar de repetir “água mineral com gás”, usar apenas “água”, “mineral” e “gás”, seria suficiente.

Você poderia comentar se a repetição da frase exata ainda é algo indispensável?

MATT: As frase exatas não têm de estar em sua forma integral por todo o texto. Realizamos uma trabalho muito sério com sinônimos e palavras derivadas. Nossa intenção é encontrar páginas de bom conteúdo, mesmo que elas não contenham exatamente  frase digitada pelo usuário nos campos de busca.

Mas, atenção! Se houver a incidência em uma escala aceitável desses termos, mesmo das frases exatas, ao longo do texto, isso poderá ser um sinal de que encontramos o que o usuário deseja. Por motivos óbvios, isso ajudada a posicionar a página entre os melhores resultados.

KARON: O que pode dizer sobre adjacência? Ou seja, a proximidade das palavras chave em lugares que costumamos otimizar? Normalmente, somos compelidos a inserir as palavras em lugares como:

1. Título

2. Linhas fina e subtítulos

3. Nos campos ALT de imagens e de links

4. Nos textos âncora de links

Etc.

MATT: O que acontece, é que as pessoas tendem a exagerar a um ponto que nós consideramos como keyword stuffing, ou seja, o entupimento do texto com esses termos. Aviso: isso pode ser altamente nocivo ao site quando o avaliamos. Minha sugestão é que sejam desenvolvidos textos que sejam naturais; aqueles que uma pessoa lê e não sente uma pressão demasiada. Esse é o melhor jeito de escrever. Sabe aquele sentimento de “estão apelando?”. EVITE!

KARON: Então você quer dizer que posicionar a palavra chave ou a frase exata uma, quem sabe duas vezes ao longo do texto é suficiente? venho batendo nessa tecla há muitos tempo.

Agora, à luz dos últimos updates, e atualizações do Google, repetir a palavra pode ser negativo para o site quando chegada a hora de ranquear?

Por vários anos, as pessoas têm adotado a técnica de posicionar as palavras pretendidas ao longo de todos os campos disponíveis à otimização. Não me refiro à absolutamente detestável teoria da densidade de palavras chave. Falo nos campos clássicos, como os ALTs, títulos e textos âncora, por exemplo. Quer dizer que isso, da noite para o dia, virou algo que definitivamente não se deve fazer? Ou essa técnicas ainda surtem algum efeito?

MATT: Ajuda, sim, mas deve ser feito com moderação, de maneira a imitar um comportamento dentro dos limites da normalidade. Do contrario, poderá ser considerado spam.

Digo e repito ”jamais sacrifique a qualidade do seu conteúdo de olho em mecanismos de busca”. Isso simplesmente não é necessário.

Da próxima vez que for escrever um texto para a web e quiser posicionar aquele resultado, faça de forma mais tranqüila e compare com as páginas cheias de palavras chave que tem. Prometo: Você ficará surpreso com aquilo que vir ;)

Sobre a autora

Karon Thackston é presidente da Marketing Words, Inc. Ela conta com mais de 25 anos de experiência no segmento de marketing, publicidade e redação para web. Se deseja aprender sobre as técnicas de criação d conteúdo com vistas a posicionamento de site, assine o feed de Karon para ter informações valiosas.

Se este artigo lhe ajudou. Aproveite e assine a newsletter com dicas de SEO para ler mais sobre o assunto.

Adendo

Pouco depois de ler esse texto, procurei Josh Bachynski, para perguntar como ficaria essa questão de pouca repetição do termo exato, quando escrevemos textos mais longos. Pessoalmente, costumo desenvolver conteúdos com mais de 10 mil caracteres. Sim textos densos. É difícil não repetir uma frase exata ao longo de conteúdos dessa natureza.

Eis a troca de tuites:

computerklaus troca tuites com josh bachinsky Pergunto: Josh, o que fazer quando são textos mais longos, com milhares de caracteres?

 

Josh Bachinsky troca tuites com computerklausA que Josh Bachynski responde:

Se a palavra chave pretendida ocorrer uma ou duas vezes nas primeiras 500 palavras do texto, não há problema. No caso de textos longos, como o que citou, 3 a 4 vezes de repetição exata bastam e não devem acionar o filtro de spam.

About

Klaus Junginger é jornalista e SEO da redação do Estadão.com.br.

8 Responses to Redação e SEO: Matt Cutts responde

  1. Marcel Mouta on 27/08/2012 at 14:43

    Esse artigo me fez lembrar uma aula de arquitetura de informação, do Bruno Rodrigues, onde ele dizia: SEO não foi feito para matar o texto, somos nós que matamos.

    Depois de ler esse post, tenho certeza que a comunidade vai investir mais tempo em conteúdo e menos tempo em over optimization.

    Abraços e parabéns!!

    • Klaus Junginger on 29/08/2012 at 11:54

      Mouta!

      obrigado você pelo comentário. Apesar de discordar em várias coisas que o colega Rodrigues diz. nesta colocação ele matou a pau! Nossa ansiedade mata o texto. O SEO, pode deixar que o Google vai matar, rsrsrsrs.

      um abraço

      Klaus

  2. mestre dos sites on 27/08/2012 at 12:08

    interessante, ja havia percebido algo assim, ao conseguir ranquear bem em textos de 700 palavras em que a keyword aparecia so 2 vezes escrita exata =)

    • Klaus Junginger on 29/08/2012 at 11:56

      Prezado mestre dos magos,

      e agora? como fazer com as centenas de posts que foram otimizados à maneira antiga? Alguma sugestão?

      Obrigado por comentar

      Klaus

  3. Jhonatas Ricardo on 25/08/2012 at 00:45

    Olá, Klaus! Saudações!

    Muito bom o artigo, me tirou inúmeras dúvidas acerca deste assunto. Inclusive em um certo grupo na internet fui “apedrejado” por usar de palavras chaves, algumas vezes repetidas em alguns artigos de uns sites meu. Claro que repeti não é o melhor caminho, mas esse artigo me ajudou muito em relação a ficar mais tranquilo em relação a esse assunto. Obrigado!

    Abrçs!

    • Klaus Junginger on 25/08/2012 at 20:43

      Véi,
      melhor ser apedrejado em grupos de discussão na web, que pelo leitor e consequentemente pelo buscador!
      Vamos quebrar tudo!

      Abração e obrigado por comentar
      Klaus

  4. Leandro Scalise Gomes on 24/08/2012 at 17:49

    Há algum tempo eu já uso sinônimos e variações da palavra-chave, mas pelo que foi dito, vou diminuir ainda mais o uso de palavras exatas. Sensacional o texto e também a evolução dos mecanismos de busca em relação aos sinônimos.

    • Klaus Junginger on 25/08/2012 at 20:44

      Leandro, velho de guerra

      Vou soltar um post sobre uma técnica de uso de KW chamada…. espera e verá

      Um abração

      K