Assim que colocamos o pé na sala de aula de jornalismo, alguém introjeta em nossa mente essas seis perguntas que todo artigo deve tentar responder. A saber: o quê, quem, quando, onde, como e por quê?
Preferencialmente as respostas se encontram logo nas primeiras linhas. Responder essas indagações teoricamente faz com que a notícia esteja completa e permita ao leitor que desenvolva um raciocínio sobre o fato informado.
No post de hoje, vou adequar essas questões com foco em SEO na redação e de maneira a servir de referência rápida; para aqueles momentos de folga.
O quê é SEO?
É a otimização de conteúdos para melhor visibilidade dos artigos em buscas orgânicas.
É NADA além de “Seja claro”- diga a que veio e sobre o que escreve.
Quem deve otimizar?
Alguém com intimidade com o assunto. A pior tentativa de otimização de textos é a tentativa. Cabe avaliar que aspectos do texto podem e devem receber aquele toque a mais.
Quando aplicar as técnicas?
A não ser que o search esteja preso aos seus glóbulos brancos e você sinta confiança total – o que, em verdade é mais um sinal para reavaliar o que acha que sabe – a otimização é tarefa a ser feita depois do artigo estar pronto e por alguém instruído. Poucas coisas são piores do que sentar-se à frente do PC/MAC/OS2/DOS/Android/iOS, com um bando de palavra chave para qual se deseja criar relevância. Chame o editor.
Onde?
Em todos os lugares, em doses moderadas. O título deve ser claro; não “otimizado”. Se for um profissional de redação competente, terá cuidado desse aspecto sem se preocupar demasiadamente. Pergunte a si mesmo: a KW (palavra chave) está lá? Ela harmoniza com o comportamento de buscas, nada mais que o vocabulário da audiência que deseja atingir?
Links – use e abuse deles. Links externos são a base, o fundamento da internet. Uma página sem links, equivale a convidar alguém para jantar e perguntar se trouxe os talheres. Não digo para linkar para a página do concorrente, ok?
Imagens – texto é tudo, imagem é nada. Se souber que um dos objetivos é gerar tráfego de buscas orgânicas em pesquisas por imagem, deixe isto claro nos campos apropriados: ALT, nome do arquivo e texto próximo. CUIDADO! Um dos primeiros pedais dos quais qualquer otimizador deve tirar o pé são os campos em nível de código; entre estes, os atributos ALT e Title de imagens e de links.
Ao longo do corpo de texto.
Intertítulos são o Malbec que acompanha um queijo. Apimentam e preparam o leitor (e o que é o Google se não um leitor dos mais exigentes?) ara as informações a seguir.
Em tempo: leiam esse post sobre redação e SEO. É uma entrevista com Matt Cutts.
Como?
Além dos lugares sugeridos acima, e citando uma frase do célebre Hannibal Lecter:
Nossos olhos buscam aquilo que cobiçamos. Assim sendo, nosso cérebro se prepara para encontrar uma determinada palavra chave. Sabemos instintivamente, quando ela está em um lugar inapropriado ou forçado. Nossas bocas se contraem assim que percebemos uma exagero em seu uso, não? Não seja tão benevolente com seus próprios textos. Achou que está bom? Otimizadinho e tal? Oferece para alguém de fora (um colega) ler.
Por quê?
Acredito que todo jornalista prometeu a si mesmo “ir onde o povo está”. Levar a informação para a audiência ferozmente atrás de notícias sobre um assunto que lhes é querido ou profissionalmente importante. Pois bem, escrever do jeito que a audiência busca é a conversão exata dessas promessas em prática. Nada mais; #simplesassim
Valeu?